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Amazônia Legal

Gravado com programas amadores e vendido nas ruas,
o tecnobrega da periferia de Belém anima uma cena efervescente
e reafirma uma nova tradição urbana: a dos estilos eletrônicos
faça-você-mesmo

Por Kassin*

Belém do Pará vive um momento de efervescência cultural único. Uma série de
bandas e estilos florescem lá e começam a ser exportados para o resto do Brasil.
Curiosamente, a localizaçã o de Belém influi para que essa cena seja tão vasta e distinta.
Anos atrás, as rádios do resto do Brasil não chegavam lá, e a relação da música paraense
com a América Central, que as rádios de Belém conseguiam sintonizar, era muito mais forte.

Essa influência ficou enraizada nas guitarradas, por exemplo. As guitarradas são, para quem não sabe, como uma surf music brasileira. No caso, talvez, uma pororoca music. Esse estilo começou emulando ritmos das Guianas e de Trinidad, só que tendo como instrumento principal a guitarra; e alguma mistura com o carimbó, ritmo local com raiz indígena. Isso há 30 anos.

As guitarradas, o brega, o carimbó, foram se tornando populares e gerando fenômenos independentes, como a banda Calypso, que, sem gravadoras, se tornou um sucesso popular estrondoso no país, baseando sua música na guitarra de Chimbinha, que já era figura fácil nas gravações de guitarrada e carimbó.

Tecnobrega OnLine
Links aconselhados:
www.fluxosmusicais.com/debate/o-cenario-de-belem
Texto de Pio Lobato que mapeia
a história recente da música eletrônica paraense


www.bregapop.com
Talvez seja o portal mais
completo do gênero

Paralelamente, surgia nas periferias um movimento interessante, que veio a ser chamado de tecnobrega: uma música eletrônica popular, que no começo criava versões de músicas estrangeiras com batidas eletrônicas de brega, e que tomou proporções enormes, com equipes de som gigantes carregando multidões para as suas Festas de Aparelhagem, onde o tamanho das caixas de som e a quantidade de equipamento são medida de força.

Esse tamanho das equipes de som chegou a um extremo. Hoje equipes como Rubi, Tupinambá, Superpop e Príncipe Negro têm cabines de DJ que são quase espaçonaves – e literalmente decolam em determinado momento da festa. Tudo isso com telões de alta definição por trás mostrando motivos espaciais, indígenas ou psicodélicos, iluminação com raios laser, e, a última moda, efeitos pirotécnicos de explosões e fogo saindo da cabine.

Se dentro desse fenômeno musical totalmente original existe uma estrela, pode-se dizer que é Gabi Amarantos, da banda Tecno Show. Gabi tem voz poderosa, carisma gigantesco e, desde o início, é uma das principais figuras do movimento. A Tecno Show lota estádios; Gabi desenha pessoalmente seus próprios figurinos – tem cyber, tem sensual, tem couro preto…

Leia a matéria completa na revista Pororoca # 1

         
 
 
   
         
   
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