Pororoca lança um olhar curioso sobre a Amazônia. Seu objeto é o mundo real e heterogêneo que se esconde sob uma imagem
freqüentemente indistinta. São seus rios, furos, ilhas, árvores, palmeiras, frutas, bichos, pessoas, cidades, culturas. Mas também suas
representações populares e as projeções que nascem no olhar de seus maiores artistas, como o fotógrafo Luiz Braga; as vozes que
oferecem visões instigantes de suas mazelas e riquezas, como o escritor Milton Hatoum e o artista paulistano Rubens Matuck; os
usos que maravilham antropólogos, viajantes e cozinheiros, como a farinha e o tucupi, que foi bater no El Bulli, em Barcelona; os
produtos que não se espera dela, como a música urbana eletrônica faça-você-mesmo de Belém; e, a exemplo do trabalho árduo
do projeto Pé de Pincha, que resgata vários tipos de tartarugas da extinção iminente, as pequenas soluções que começam a se
desenhar para seus enormes problemas.