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POROROCA foi recebida com tremenda simpatia por leitores, jornalistas, publicitários e gente que trabalha pela Amazônia. Das surpresas que se seguiram ao lançamento, a melhor foi entender que se configura uma rede de talentos e inteligências interessados em defender a Amazônia do simplismo e do desconhecimento, e que é dela que queremos fazer parte. “A Amazônia não é uma, é milhões”, diz Alex Atala, o chef que pôs o Norte do Brasil na rota da gastronomia contemporânea. Aqui, ele compartilha sua crença na valorização do ingrediente regional como princípio de transformação social e ambiental para a Amazônia.

Pororoca 2 revela ainda outras Amazônias. Aquela que tenta reverter o dano causado pela pesca predatória do pirarucu, um peixe gigante de valor idem, na Reserva de Mamirauá, tema de um belo ensaio do fotógrafo Lalo de Almeida; aquela que a Ford imaginou poder transformar num pedaço remoto de Detroit e, depois de fracassar, abandonou; a Amazônia das matas e águas que encheram de ruídos os primeiros anos do gênio João Donato. A paisagem intrigantemente silenciosa de Curuçá, terra de praias e mangues, e as histórias que os letreiros de barcos contam do tempo da borracha

 
 
Inimigo Leal  
 
 
   
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